segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Fica tranqüila,
Falta tão pouco para podermos comemorar.
Um pouco mais de força,
Uma leve resignação,
E a alegria vai brotar nos jardins da saudade do nosso coração.
Saudades do tempo que ainda não passou;
Do tempo que ainda estar por vir;
Do que vamos realizar e do que realizamos por estar aqui.
E por todas as alegrias que já tivemos,
falta tão pouco para felicidade se concretizar.
Estou ao seu lado e também preciso de você.
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
sábado, 17 de outubro de 2009
Como num Blues
Regada ao sublime som das cordas.
Corpos enunciavam um prazer sensorial;
Expeliam gotículas de prazer,
Num frenesi, um frenesi sem igual.
Pé na estrada à espera de um bom encontro
Dá com ombros e esperar um outro mais
A leveza da caminhada se fazia de acordo com a expectativa da chegada.
Sem direção.
Sem direção.
Era como se tudo fosse uma descoberta,
Paulatina, mimética do tempo que pairava.
Em verdes tons pastéis, não poderíamos parar.
Não mais, meu amor, não mais.
Dedilhava com aplicação,
Não poderíamos parar.
Não mais...
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
A noite, a rua e a solidão
Nessa madrugada, embebida mais uma vez na insônia, parei pra observar minha rua. Notei que as pedras estão muito mais gastas do que quando era menina, ou talvez nos caminhos que escolhi, depois de adulta, as pedras cortem mais intensamente. Senti o peito apertar e percebi que finalmente era hora de voltar a escrever.
À noite tudo parece transformado, como se a solidão se escondesse durante o dia esperando o frio e o breu para surgir. A solidão também transforma as coisas. Deixa o samba mais pulsante, deixa a pena mais cortante e deixa o voo mais leve porém não menos denso.
Quando era menina as pedras de minha rua costumavam machucar a cada tombo de bicicleta, a cada queda brincando de pegar. Hoje sinto saudade daquelas dores, daqueles machucados. Depois de tanto tempo percebi que os caminhos que escolhi tem muito mais arestas e que os tombos e quedas doem de maneira mais profunda.
Reparando agora minha rua parece nem ter pedras, parece ser um caminho de nuvem, coisa boba de criança. É que quando vem a noite a gente percebe a vida, a que a gente viveu sem escolher e a que a gente quis mas sem poder. E agora que a solidão bateu com força é aqui o meu refúgio, na varanda de casa, na alta madrugada. Eu, a noite, a rua e a solidão.
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Impreciso
não é preciso de ésses,
nem duvidoso de cês.
Pode até ser que seja,
assim também o meu amor,
que aparece, somente na frente,
de uma bela mulher.
Assim, completamente todo.
Dores do Nunca
de uma dor tão magrinha, tão amarela; sem linha.
Sem nada; inexata [ex]pressiva.
É de como um vázio profundo, como de um caso sem rumo
que veio esta hora a calhar.
entregando segredos,
que na alma são pesos,
de um eterno sangrar.
São de fato odiosos e de um tempo distante,
um tempo tão longe, que não ouso lembrar.
São feridas abertas na alma,
expostas ao vento desse tempo agora.
domingo, 20 de setembro de 2009
Olha lá,
Deixo cá desatenção.
Vá, pois aqui não se sabe
Não se rima mais não.
E de tanto não, não se navega mais.
Bora lá senta no bar;
Tomar outra e uma qualquer.
Já aqui, sabe-se lá
Não se rima mais,
Nem se faz amor.
Vá lá, deixe de tanto mais
Sei que se faz saber
Que aqui não existe;
Mas possa fazer existir...
O que se fez esquecer.
domingo, 13 de setembro de 2009
O Coração
Pulsa ainda sem esperança
Pulsa porque ainda arqueja
Pulsa por curiosidade
Para saber como seria ser feliz.
Pulsa porque não há nada pior do que não viver;
Pulsa pois não se sente mais
Pulsa pois ainda imagina como seria ser.
Mesmo sem sentir, ainda pulsa;
Sem repulsar o que vem,
O que se pode ter.
Pulsa como se fosse um último grito de um solitário;
Pulsa como o esvair da palavra ao retornar do interlocutor;
Pulsa porque ainda resta
Pulsa sem saber por que, só pra ser ou existir;
Pulsa sem mais explicação,
Pra pensar naqueles que renegam o trivial,
Pulsa porque tudo agora é incomum;
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Um samba
apareceu no meu penar
Era um samba meio fraco
Que não dá nem pra dançar.
No entanto o mesmo trapo,
fêz-se um samba de danar.
Era você chegando perto,
me pedindo pra dançar!
E o samba a essa hora,
já rodava sem parar
Me cultucava toda prosa,
me chamando a bailar.
E o samba a esta altura,
já estava uma loucura,
que faz gosto de olhar.
Depois do teu dançado,
já contente ao teu lado,
entre beijos de ninar,
A melodia ficou triste
era um "você decide!",
que não sei como explicar.
E o samba seguiu choroso
meio farto
como quem quisesse, sono
desfrutar daquele pranto,
que chorou meu violão.
Férias
Feridas feias do mundo têm nas suas faces facas de homem. Feriados felizes em casa têm nas suas façanhas foiçes de mulher. Fechados, os Fa...