A poesia ria-se toda da minha total ignorância. Quando eu pensava falar do mundo ao falar das minhas lembranças, das experiências vividas com as descobertas de criança.Um tanto moderno, maravilhado e tal, eu era Quixote me imaginando Cabral. Tornei-me Europeu em plena forma e maturidade, esquadrinhado no espaço, medido por partes, contando as horas no pulso que arde pela marca das esporas que outrora foram descobertas por mim.
A poesia ria de si como num verso de leveza. Fez vida ao fluir com tamanha destreza que a ignorância conhecida transformou-se em beleza. Porque, como seja, com toda maturidade do mundo e com toda grade de tempo, só lamento, cada lugar no espaço é o centro da gota da gota que corre no tempo infindo da existência do amor. Pois, fora isso, a matéria só existe aqui, e, como eu já havia dito o amor é imortal, atemporal, desconhecedor das leis da física. Ou não. O amor é a física meta mais moderna e asceta das descobertas feitas por nós.
A poesia ria-se ao fluir o sentimento. A dúvida, o medo, a falta de esclarecimento causa a angustia que nos faz navegar. Temos fé. Sair daqui e ir pra acolá, já que sabemos que o esclarecido dorme com o perigo, pois as luzes tiram um pouco da imaginação dada pela escuridão. Eles não conseguem ver as estrelas e morrem em si mesmo com toda a clareza que precisam para viver. Deus, faça que eu conquiste o suficiente de luz para que eu possa trilhar o meu caminho sem muito ofender a toda parte que não sou eu. Façamos...
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Férias
Feridas feias do mundo têm nas suas faces facas de homem. Feriados felizes em casa têm nas suas façanhas foiçes de mulher. Fechados, os Fa...
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