Há tempo me falta luz, a matéria prima da poesia,
já que a bruta massa sentida,
a ser lapidada e a ser esculpida,
de tão escavada pela palavra, se foi.
Partiu-se sem dar conta da volta...
Nas estações pelo caminho hão de haver motivos e caminhos para voltar,
e quiçá os mesmos desvios cometer!
Mas não, não recordo com saudade do velho inocente, embrutecido carbono que era.
De lá de onde sou, a matéria bruta da rima é a vida, imperfeita condição.
Não há saudade do tempo que passa, menos feliz eu seria.
Só há o novo, contínuo, em que a pretensão doce já não é ser refém das palavras, mas das ações.
sexta-feira, 25 de julho de 2014
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Um comentário:
Ah...quiçá...ela há de voltar...
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