quinta-feira, 11 de julho de 2013

De leve

Ah, eu estou apaixonado,
a cada dia e a cada horário.

por aquela que fica 
por aquela que passa,
pela vida.

Porém, me desculpe,
mas que coisa linda
é a mulher de atitude.

chega, estremece
deixa bambo 
faz pensar, meio malandro.

No entanto, nesse arranjo,
ela sabe para onde ir.
Chega no jeito,
faz aconchego antes de partir.







domingo, 7 de julho de 2013

Mergulhos

Já gastei tantas palavras e de fato nada dizendo que hoje quero gritar tantas coisas que nem lembro. São coisas sobre o mundo, a vida e, sobretudo, o amor. Porém, nos rearranjos que passo, eu sigo num barco navegando num imenso mar. Hora metáforas, muito embora palavras no silêncio de uma manifestação. Os açoites e as carícias constituíram um ser além das feições. Apesar de compartilhar convosco, sou eu quem ouve, depois de pronto, o meu recado escancarado num mural virtual. E o prazer que sinto em saber que a mentira do poema é a verdade que busco diante de mim, traz-me satisfação. Porque, na verdade, eu busco preencher as palavras com os sentimentos ininteligíveis, e a merda é que escrever é uma racionalização. Na verdade, esse imenso mar que navego, no qual posso me afogar, é só a superfície de todas as maravilhas das quais eu posso encontrar.

Ah, viver na superfície para ser visto é a mentira sistemática do mundo. Ou se  mergulha ou o  eu é só o  que existe. Viver é muito mais do que ser prático...  é   ir até onde acaba o fôlego, gritar e não conseguir; é voltar pedindo ajuda ou não, pegar ar e seguir novamente em busca. Viver não é material, o material é perecível. A vida, apesar de momentânea, é eterna. Algo raro como um amor solidificado. Acho que vivemos ¼ de toda nossa existência por que compartimentamos tudo. Dizem: esse é o momento, quando na verdade só é a oportunidade. E a oportunidade de mergulhar, se conseguirmos, tem de ser agarrada com todo o fôlego do ser, porque mergulhar é maravilhoso, entretanto alerto: perigoso é emergir.

Viver não é fácil e não é para todos. Para estes que não conseguem inventaram os espetáculos e os espetaculares. São projeções de vida e de seres. Também inventaram a mentira e a arte, não a mentira do sistema (onde possa ser verdade) como afirma Pessoa, “mas a verdade de um poema ou de uma novela - verdade em saber que é mentira, e assim não mentir.”. Deixamos cada qual com o que o corpo suporta (pois a alma suporta tudo, o corpo é que não resiste), cada qual com o seu fôlego de vida. Mas que estes não venham limitar quem almeja águas mais profundas. E que estes saibam respeitar a partida e o retorno dos mergulhadores.

Ao mergulhar em busca do amor
Toda as vezes faltou-me ar
Sempre o  dito afogou-se
E eu emergi trazendo marcas
De um amor que pensei que fosse. 


Férias

Feridas feias do mundo têm nas suas faces facas de homem. Feriados felizes em casa têm nas suas façanhas foiçes de mulher. Fechados, os Fa...