quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Pó é sinhá!


Saudade da poesia que não escrevo,
Da rima fácil que não repito,
Da corja de sentimentos esquecidos
Na prosa calada que não festejo.

Quando a saudade passar e de novo tu vieres,
Que seja breve, um pouco dura e um tanto leve
Mas venha sem mais, delongas e casos,
Seja só o desfecho de um laço.

Daí, ao inscrever-se tu na pedra, ou no papel
Seja assim: tão suja ou infiel quanto justa é a tesoura dos inconsolados,
Que corta e apara as miudezas do dia, de todas as horas
E as torna enfim a palavra presente do infinito não dito. 

Férias

Feridas feias do mundo têm nas suas faces facas de homem. Feriados felizes em casa têm nas suas façanhas foiçes de mulher. Fechados, os Fa...