quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Cor de ferrugem.

Pulsa, lateja, espeta.
Assisto filmes, choro açúcar, como deles mais ainda.
Tento a distração: saio e danço, leio e durmo.
Virou tão costumeira, dor companheira,
que já nem me lembro de onde ela vem.
Virou tão parceira, tão amiga
que nem mais tento arrancá-la
de tão verdadeira que brinca.
É uma dor como outra qualquer
como a sua, como a da lua, que fica só
cercada de estrelas, sem o sol tocar.
É uma dor distraída, que de um pulo se alojou;
se maquiou bonita, fez desfile na avenida,
encheu de serpentina o meu coração.
Agora corroe o resto das alegorias que construi perdida
em meio multidões, em meio a carnavais.
Fez fantasias e me enfeitiçou
me deu muitas doses, me embebedou.
Quando dei por mim, essa dor, tão pequena dor,
possuiu mãos e olhos, boca e peito, leito e chão.
acabou com o óleo da maquinaria do meu coração.


[Essa dor que carrego no peito
não é mais segredo, não tem solução;
Essa dor que carrego no peito
que já nem sei, que não tem jeito
é falta de uso do meu coração]

2 comentários:

Pétrig disse...

uma Cecilia animada, uam Flor bela espancada, e uma Pessoa que ama. Arrasou Joaninha.

REAVF disse...

Hummmmmmmm....

Mui bela poesia

Férias

Feridas feias do mundo têm nas suas faces facas de homem. Feriados felizes em casa têm nas suas façanhas foiçes de mulher. Fechados, os Fa...