segunda-feira, 12 de julho de 2010

Prece

Não vem.
Aperta não.
Deixa passar,
não passa não.
Fica assim, perto de mim.
Já vem.
Desilusão.
Deixa passar.
Fica não.
Já era,
Segura a mão.
Enlaça.
Não solta não.
Evoca na prece,
na ilusão,
porque o amor,
de quem merece,
é quem não esquece
de pedir perdão
 ao sorrir.

4 comentários:

Pétrig disse...

Que métrica! Que rima!
pá pá pá de aplausos, poeta.

REAVF disse...

Valeu, meu caro poeta...

Suzan Keila disse...

Amei essa! Perfeitaa! Gosto disso! Construção! Que beloo!

Carolina Dutra disse...

acabei de me ler nessa poesia!
arrasou!

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