quinta-feira, 14 de maio de 2009

De longe e algumas horas mais tarde.

O sol se põe de uma forma diferente por aqui...
Como se o dia não quisesse terminar e o sol dançasse, teimando em não deitar.
Na "hora dos anjos" é como se o tempo parasse, as nuvens congelassem por entre as muralhas verdes e o vento deslizasse silencioso por entre árvores e corpos.
Ao olhar para o horizonte, sinto como se observasse uma tela, uma bela obra de arte, daquelas que você admira na melhor galeria de arte que se possa conceber.
Pouco a pouco, as nuvens ficam rosadas, como se meu olhar atento deixasse-as envergonhadas; o azul da teia celestial torna-se alaranjado, como quem, desesperadamente, finge um alvorecer.
Espero uns minutos para ver se acredito que é realmente o pôr-do-sol, e não o nascer.
Finalmente, o teto da terra recobra sua tonalidade usual e desfaz a pintura milionária de um Portinari qualquer.
Resta alguns fior avermelhados, mas por poucos segundos...
A escuridão, enfim, chega. Deixa no pensamento uma nostalgia diurna
... As estrelas até brilham, a lua ilumina, imponente...
Mas o espetáculo do crepúsculo camponês guarda algo de misterioso, de esplendor, como se deixasse a mensagem que não demora e o dia volta.
Volta, imensidão de luz guerreira!

diário de vivências
Minas - janeiro/2009

2 comentários:

REAVF disse...

ah, por do sol. Do sul parece ser mais bonito?

Pétrig disse...

não aquece tanto..

Férias

Feridas feias do mundo têm nas suas faces facas de homem. Feriados felizes em casa têm nas suas façanhas foiçes de mulher. Fechados, os Fa...