Naquelas noites e dias de quarentena eu fui feliz.
Quem não foi morria.
Ou estava morto antes e nem sabia
ou percebia-se vivo e ia.
Naqueles dias confusos e manhãs intranquilas,
eu seria o chato das eras.
Quem não erra ou sentia,
estava vivo, e se via.
Naqueles dias concisos o que se produzia?
Naquelas manhãs de novo, me repetia uma dor.
Ser mais sensível, ficar noturno: me seduzir.
No meu nu, ter isso em ti.
A pessoa incerta,
focava no fim e ficava sem mim.
e no sim de nós dois, todo dia.
ia me continuando.
quinta-feira, 7 de maio de 2020
Pandemia futurista dois mil e vinte.
Quando um vírus mortal se incubar,
e o medo de morrer acontecer,
sombras de poucas certezas e muitas crenças
se instalarão sobre nós.
O amor diário, o dia a dia
para quem, aquela ou ele,
que você quer deixar, quase tudo seu infinito maior.
O resto que sobrar, é uma lembrança de si
para os amigos e a família que sempre você quis propor.
É sempre a quase mais perfeita.
E a real é o que está na cabeça deles,
um eterno sim de amor.
Amo então hoje,
esperando com o medo o amanha que virá.
para os amigos e a família que sempre você quis propor.
É sempre a quase mais perfeita.
E a real é o que está na cabeça deles,
um eterno sim de amor.
Amo então hoje,
esperando com o medo o amanha que virá.
segunda-feira, 4 de maio de 2020
Há bom tempo
Queira, mas calma...
Terás ou não
o desejo da alma...
Já tens algo agora
nesta hora que se esvai
as bobagens sãs,
os detalhes bestas,
o sorriso bobo e
a certeza do amanhã.
Te agarra e agradece
com todas as preces
este bom jantar.
Veja lá fora,
enquanto mergulha em si,
ao teu lado
te segue sempre
um terno agrado
daquele que o sonho
te faz esquecer,
pois tua alma reclama
embebida de ilusões;
E vislumbres cegam
o teu presente
que de esquecido
passará a ser ausente,
saudade,
aquilo que não volta mais...
Terás ou não
o desejo da alma...
Já tens algo agora
nesta hora que se esvai
as bobagens sãs,
os detalhes bestas,
o sorriso bobo e
a certeza do amanhã.
Te agarra e agradece
com todas as preces
este bom jantar.
Veja lá fora,
enquanto mergulha em si,
ao teu lado
te segue sempre
um terno agrado
daquele que o sonho
te faz esquecer,
pois tua alma reclama
embebida de ilusões;
E vislumbres cegam
o teu presente
que de esquecido
passará a ser ausente,
saudade,
aquilo que não volta mais...
terça-feira, 21 de abril de 2020
2020
Tanto reflexo
tudo esvai
sem nexo
na solidão
que anuncia
quando data
no real
a possibilidade implícita
na tragédia
nas dores da terra
na guerra
em um mal...
Paralisa, viraliza
com a negação...
o acalanto do aconchego
a certeza do beijo,
o amanhã.
Resta medo, cloro!
Máscaras, poros!
Pavor, pavão, o pior...
Dita a dura
demência
Ais!
Ais!
Preside ausente
a nau sem cais.
terça-feira, 31 de março de 2020
Quarentona
Isolado desse lado de cá
fico eu a cismar sozinho a noite.
Sonhando novas bandeiras p'ro meu lugar.
Entre tantas faltas:
aqueles que não podemos abraçar.
Há sorrisos de velhos e passos de crianças
em tardes de sol e noites sem luar.
Sem entender as estrelas,
saber que a primazia da saudade forçada
é salientar o que resta de nós
e humanizar nossas distâncias.
Dos que nascem e dos que morrem,
quero a melhor lembrança.
Da menor ausência:
ter paciência, viver um ano de cada vez.
Amar o seus, e nada mais.
fico eu a cismar sozinho a noite.
Sonhando novas bandeiras p'ro meu lugar.
Entre tantas faltas:
aqueles que não podemos abraçar.
Há sorrisos de velhos e passos de crianças
em tardes de sol e noites sem luar.
Sem entender as estrelas,
saber que a primazia da saudade forçada
é salientar o que resta de nós
e humanizar nossas distâncias.
Dos que nascem e dos que morrem,
quero a melhor lembrança.
Da menor ausência:
ter paciência, viver um ano de cada vez.
Amar o seus, e nada mais.
sexta-feira, 20 de dezembro de 2019
Feliz ano novo.
Nesse ano que vem
vou mudar de mim.
E p'ra sair de si
melhor que se reencontrar
é ser de novo
um novo ser.
vou mudar de mim.
E p'ra sair de si
melhor que se reencontrar
é ser de novo
um novo ser.
quinta-feira, 28 de novembro de 2019
O erro
Inusitadamente eu fui o ponto fora da curva.
A bobeira, besteiras bebidas no boteco
arrependimento seguinte ao passo em falso
o pífio profano pecado da perdição
Exatamente a esmo o é desse erro
Amparado ainda amasiado amante
Um ultraje, o último e o único uivo
Disto, disso e daquilo que não és
Se sei ou saberei sentir o seu ser
Reitero respondo com respectivo respeito
És também desejo o certo contido acerto
Do erro ser um verbo que busca viver.
Portanto peço pacientemente perdão
Por ser ponto previsto ao acaso vivido
Fora da curva exposta na turva contramão.
sexta-feira, 6 de setembro de 2019
A internet
Deixou minha poesia muda.
Tu escuta? O barulho dela
rangendo os dentes atrás da porta?
Doida pra sair de mim.
Não creio. Nem em ti e nem nela.
Ela, só vozes voando e as vezes passa em um ouvido.
Tu, não acertas um coração!
Tu escuta? O barulho dela
rangendo os dentes atrás da porta?
Doida pra sair de mim.
Não creio. Nem em ti e nem nela.
Ela, só vozes voando e as vezes passa em um ouvido.
Tu, não acertas um coração!
quarta-feira, 28 de agosto de 2019
Ode as baratas!
O que é o homem? Perguntaram e responderam os filósofos
através dos tempos. Tales, Sócrates, e o "telemeu" ...
mas quem sou eu frente as baratas?
As relutantes e insistentes baratas, as pequenas.
Não me repugno diante delas, ao contrário cismo.
A pensar sozinho a noite, donde vêm e como são.
Inseto são.
São inseto.
São incertos.
E por quê não?
Se entre tantos sims dos homens
Elas são, senão.
quarta-feira, 21 de agosto de 2019
Sai quando bem quer.
Não tenho tido a poesia.
Elas têm me faltado.
Ela tem me calado.
Embora eu queira
que ela me mije
e me fume,
me foda e me force
a sair de mim mesmo.
domingo, 24 de março de 2019
Eus no Mundo
Eu!
Vários Eu..
Preso,
morto
e teso..
Sinto!
Vivo toda vez que brinco de nada sentir.
Sofro!
Assim escolho ao ter que mudar todos os dias de ser.
Minto!
Vivo toda vez que faço certo alguém sorrir.
Vivo!
Nocivo no mundo invasivo dos meus Eus!
Vários Eu..
Preso,
morto
e teso..
Sinto!
Vivo toda vez que brinco de nada sentir.
Sofro!
Assim escolho ao ter que mudar todos os dias de ser.
Minto!
Vivo toda vez que faço certo alguém sorrir.
Nocivo no mundo invasivo dos meus Eus!
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