Acordado,
sem matar o desejo, na madrugada, eu procuro os sonhos. Existe anseio pela vida que o espaço não traz. Assim, a cada dia mais preso ao lugar de
conveniência, os sonhos passam por trás de uma cortina leve. Quanto mais fixo,
o mundo se distancia. Eu estou entre eles, porém, cada vez mais, estou
dentro... Penso que quando faltam ações contínuas, você se volta para si. Ou se
volta para o descanso de sentir a pulsação da natureza. Isso se não estivermos
abatidos, pois se, nos voltamos para televisão. Ando meio avesso às críticas e as reclamações. Vejo
com clareza a mediocridade. Acho que esse é o patamar dos nossos gênios atuais.
Por isso, prefiro os simples, aqueles que lutam os que não julgam os que seguem
sem afirmação. Falar anda difícil, desculpe-me, falar não é um
verbo em movimento. Falar é um verbo de ligação. Ouço o silencio esperando ser salvo pelo amor.
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
domingo, 5 de agosto de 2012
sexta-feira, 13 de julho de 2012
Trovador errante.
Essa alvorada serei vento,
e soprarei o chamado
frio da natureza.
No inverno que corre
lento,
e vem atento
despertar teu leito.
Na manha seguinte, serei
fogo,
queimarei tuas vilas,
e cidades,
restará só cinza de teus lares,
um fio miúdo do teu grão,
uma vaca magra a agonizar!
No fim da tarde
arderá teu sangue e filhos
e na noite fria de
então, serei a Morte,
e te farei a cama...
e servirei teu chá.
No caminho p’ro leito
eterno.
Te envolverei em lençóis
bardos,
que riscaram infernos
tristes,
e céus amenos e
somar-se-ão a ti,
fantasmas
e lobos famintos.
Naquela mesma
madrugada
sereis livre para
vagar no infinito dos teus sonhos.
sábado, 7 de julho de 2012
Sambabom
De tristeza, nessa
noite nada tenho,
sinto só o vão pretérito,
como um vento,
que vem vindo lá
de longe
assobiando o
futuro incerto.
Sei ao menos, no entanto
que o
caminho é curto,
e que o destino é
lento,
e que longe são meus
passos...
sem os teus
pra caminhar,
tão solitários, são só enlaço,
de um falso eu a exaltar.
de um falso eu a exaltar.
Mas que só vão
ao teu encalço
p’ra
inflamar nossa união.
Guarda
contigo uma saudade,
um abraço,
uma amizade,
um
barzinho, um violão...
Vem ! Vamos
embora,
essa é a
hora:
vai sambar
meu coração...
segunda-feira, 25 de junho de 2012
Teu
Sou todo teu:
A pele, o seio substância
O meu corpo, o teu
Nuca, o meio de ser
Crua, tua nua paixão
Amor carne e fé
Sou todo o teu amor
Sua distração de mel
Mete fé e não esquece mais
Sou o teu todo substância
A pele do corpo seio meu
Nua paixão tua crua fé
E carne no amor
Toda distração fiel.
quarta-feira, 20 de junho de 2012
Feita de neve
Quão sincero é teu
olhar
quando me fita
atravessado
e rancoroso, de ninar
e de dar dó?
Quão robusto é teu
pesar,
quando me queixas a
vida
escancarada,desiludida?
Quanto tempo nos é dado
juntos,
esquecido no vai-e-vem
calmo
dos teus quadros e quadris,
um
a um, a se postar sobre mim?
Que distúrbios provoquei
na tua sina,
a tentar desvairado e
louco
sussurrar compreensivo,
canções de amor nos
teus ouvidos?
Quantas coisas quis
sonhar, na tua alma,
acordado em si mesmo,
acordado em si mesmo,
no áspero dia-a-dia
que passa pesado,
denso e camuflado, quando não estas.
Dias de esperança e de razão?
Quantos “ais” quis te
dizer, e não te disse?
E me calando, fui sorrateiro
compreendendo corpo
e faces,
mil disfarces da tua
harmonia,
entendendo a graciosa
e cálida
forma do teu sorriso.
domingo, 17 de junho de 2012
Hoje
Eu não consigo fazer o que eu devo,
porque realmente não desejo, eu quero um pouco de prazer. Não no exato momento
que eu espero, mas na obrigação de ser racional. Ser bem feito exato mistério nas ilusões que
vão me servir; prazer sem coma, sem dano
sincero, sem o eu gritando por mim.
Eu
não posso morrer por dez segundos esperando viver um pouco mais. Só por que
agora é o tal do momento ideal, eu não preciso ser capaz de matar minhas
ilusões. Não sou mais o prazer que sempre quis. Eu já me conheci na minha
solidão. E minha solidão espera por ti.
sábado, 2 de junho de 2012
Oração.
Cadê a poesia de
todos os dias,
Onde estará? Aonde foi
parar
o amor de todos nós,
unido,
semi-puro, selvagem,
natural, intrigante.
Será que passou? Que irá
passar?
Quando os dias são
estranhos
e os sentimentos
confusos
lembrem-se das voltas
que nos trazem a tona
de novo, p’ra rota
de nós mesmos,
do nosso oriundo
profundo,
do que
somos
em essência:
somos
em essência:
herdeiros dum tempo
que
nos é dado;
prisioneiros da fortuna
incerta de um dado
incerta de um dado
girando, rodopiando, compondo-nos
meros acúmulos
de comiserações
de comiserações
e que seguem a diante,
vivos,
erguendo-se firmes e
bambos,
todos os dias,
findando nosso
particular hedonismo
na busca espiritual
de sermos humanos.
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Um dia quase.
Não, não tente me
enojar de ti,
com teu jogo quase limpo,
quase sujo,
quase torpe,
igual a tudo que um
dia detestou.
Não o faça! Não
queira ser o que fui,
quase fraco, quase bêbado,
quase só,
igual a tudo que um
dia detestei.
Mas, contudo, se fizerdes
e quiserdes,
quase não magoar,
quase não destruir
o quase pouco que temos,
que somos, e fomos
faz rápida,
por que quase me sangra
e quase não dói.
quinta-feira, 3 de maio de 2012
Rotineira.
Nesses dias vazios,
quietos e distantes de ti,
tudo parece silencioso,
uma hora parada no tempo,
como um encanto torpe de nada,
um passe de mágica,
e tudo pára,
e eu fico pensando em você ...
quietos e distantes de ti,
tudo parece silencioso,
uma hora parada no tempo,
como um encanto torpe de nada,
um passe de mágica,
e tudo pára,
e eu fico pensando em você ...
Assinar:
Postagens (Atom)
Férias
Feridas feias do mundo têm nas suas faces facas de homem. Feriados felizes em casa têm nas suas façanhas foiçes de mulher. Fechados, os Fa...
-
Eu que ando tão desiludido Nem sei dos meus pedidos Muito menos do meu amor. Não, eu não acredito Não sei mais o que é o sorriso. O ch...
-
Não venha com esse sorriso Eu quero sentir minha dor Não adianta esse reboliço Sé já era o que era amor. E esta sede no olhar Compassivo e a...