sábado, 1 de maio de 2010

Ferina é a língua que corta a carne ao falar;
Feroz é o silêncio que congela as emoções,
De tantas sensações o corpo paira no chão,
De ar;
Sem respirar,
\Pesado,
Mudo a cintilar um fio de paz.
Mas há de esperar cicatrizar,
Deixar luzir um novo amanha,
Por que não?
Um final feliz,
Como se quis nos romances ideais.

domingo, 25 de abril de 2010

Tardes de Acaraú.

Sentei aqui e me deitei nesse papel tecnológico, pena em punho, atento e cismado, certo de que escreveria uma poesia sublime. Uma daquelas que o poeta duvida se realmente a escreveu. Onde sintomaticamente contamos ao mundo nossa mente errada, infantil, romantice, ou perdida tanto faz. Não sentimos o sentimento, o falamos só. E na palavra combinada ou não, terceiros ou sim, rimas fáceis ali, tortinhas: não importa. A poesia que iria escrever, quando sentei aqui, e me deitei no plasma lcd papiro, era forte. A poesia tava viva já, rimada e sonorizada feito um fato em si menor. Estilo drummond, docemente leve e encucante.
Mas de súbito, a poesia não veio, e a tarde passou,
num vai e vem muito, muito insensível em mim.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Moderno

Tantas coisas foram ditas
   escritas e revisadas
Soluços inteiros

    boas risadas,
      Frases de amor

 expectativas frustadas

Suas palavras em minha boca
seu pensamento,  o meu desejo, o 
desengano 
não há engano e o não quero mais, amor.

Eu, você, somos muito para um só.
Mas se for engano, eu quero agora, por pouca hora, um pouco só,
Um amor duma vida inteira, um amor de quase nada,
Das últimas longas noites, das noites perto do fim.


Pois...


 tantas coisas serão ditas, escritas e revisadas,
os encontros casuais, os ciumes pontuais,
as frouxas e belas risadas, sem já mais existir...


Um amor repetido!

terça-feira, 20 de abril de 2010

Voar
de pés no chão.

Um segundo:

Ganho o mundo.

Paixão,
agonia.

Saudade doida
e doída.

Em seguida:

Estou de volta.

Beliscões,
calmaria.

Uma rima torta.

Amor que virou
amor...

Olhos fechados:

Voar não é pecado.

Só um pouco mais...

Uma carona com o vento,
um trato com o tempo.

E estarei de volta
ao amanhecer dos seus olhos.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

A lingua do P.

Pudera parecer, previamente,
Pausadas as pequenas privações,
Prática possível pensada; ou
Paisagens plenas premiadas
Por poucas pegadas de paixão.
Porque, passadas as palavras
Previstas, premissas às poesias,
Pareciam as primeiras pontes
Para próxima primavera.
Prazer puro prazer?
Pois planos perfeitos perdidos,
Passeio plácido,
Parece preguiça parca,
Protelando a palavra paz. Ou
Precavendo perigo pulsante
Percorridos por prismas paranóicos.
Passando, perdendo, pulando
Pensas paixões pueris.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Saudade atroz.

Sentimentos impudicos.

Seres irreais em
vidas distintas.

Aliados do vento,
inimigos do tempo.

Cambaleiam pela vida.

Refugiados de uma guerra.

A guerra da perseverança e
do desassossego...

Guerra das almas.

Um cantinho,
um cobertor...

Um carinho,
belas palavras...

Encanto.

Passe de magia.

A guerra cessou.

Aqui é um bom lugar.

Vamos ficar mais um pouco.

Estamos seguros.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Eu sou você amanhã: Sobre paredes e cercas.

As pessoas tem uma mania vital de evitar, em certo grau, as outras.
Ninguém consegue se dar e receber outra pessoa totalmente.
Temos o instinto de construir paredes ao nosso redor como modo de proteção dessa selvajaria que é o Outro.
A altura do muro depende, logicamente, de cada um.
Alguns constroem muros baixos, onde de um só pulo se chega no seu interior; esses são aqueles que mais se machucam: constroem muros baixos pelo seu imenso amor à todos e não percebe a brutalidade animalesca que um pulo alheio no seu próprio interior pode causar.
A grande maioria constroem muros regulares, onde não se dá pra ver do lado de fora como é dentro, e isso obriga os visitantes a baterem em uma porta pré-estabelecida, como um contrato, uma cláusula que deve ser aceita para o conhecimento posterior. Assim, tenta-se controlar mais o fluxo, e dá uma (falsa) impressão de segurança. Não adianta de nada ter um olho mágico: a qualquer momento vem alguém e assalta o seu forte.
Alguns outros levantam muros enormes, e nem sequer constroem portas, ou janelas ou clarabóias pra luz entrar... Assim se sentem totalmente seguros.
Pobres! Pobres destes!
Ninguém vê o que acontece lá dentro, mas ele também perde toda a dinâmica de fora.
Fica murcho, fraco, frágil. Se tentarem demolir suas quatro paredes, em segundos desmoronam todo o seu ser.

Por ser tão incomodada com quatro paredes, levantei grades.
Criei cercas ao meu redor. Cercas altíssimas.
Ninguém pula, não há mágica no olhar pra fora nem risco de assalto pela porta; não me escondo de ninguém, nem perco a festa dos outros de vista.
Vivo em plena luz.
Observo-os de longe e mantenho-os assim.
Essa é a (falsa) segurança que criei pra mim.

A cerca que sempre me rodeou me fez paradoxal: estive sempre à mostra, mas nunca estive realmente livre.



Memórias de Sabina.
Da poesia vieste,
à poesia voltará.

Eis uma encantadora sina.

Nossa sina,
sua sina.

Sussurro baixinho.

Ninguém pode nos ouvir.

Somos poesia...

Que vem com o vento...

Arrepiando-nos
com doçura...

Uma leve brisa,
e os mais sinceros risos, bobos...

Só p’ra você.

O vento levará meu recado.
É o nosso melhor amigo
e aliado.

Inconstante poesia nua,
inquieta-me os sentidos.

Sem receios.

De alma livre.

Somos eu e você,
vivendo uma utopia
até quase amanhecer.

Até findar-se em poesia.

Da poesia vieste,
à poesia voltará.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Tributo a um Sonho!

Ô dor absurda! Por perder sem querer a herança do prazer, uma inspiração.
Quase por saber, imaginei os prodígios da manutenção dos sonhos.
Diálogos longos, com seres inarráveis e verdadeiros.
Cada suspense e emoção: aquele sonho era lúcido sim, claro que sim, o sonho de um compositor; um mestre da arte de perceber a essência da incongruência das vidas passadas.
Eu perdi, mas lembro que sonhei.
A conectividade das relações mentais tem que prosseguir. Absorto, fico querendo lembrar a contemplação, eu tive sim, eu estive lá; eu a vi por lá, majestosa, radiante de formosura secular.
Ô lembrança, a ti desejo cultivar, a sapiências dos Deuses passados e a virtude do eu presente.
Mesmo que meus sonhos fossem apagados, tornaria a sonhar por intuição; meus instintos contidos e regrados seriam libertos por decisão da inconsciência regente da mentalidade perdida.
Que venha o perdidismo dos sonhos vãos. Que venham meus sonhos então. Venham à mercê de sua vontade.
Grandes espíritos pensadores: desejo pensar ao lado de um dos teus.
Por vontade queria, por intuição espero aquela agonia incerta que faz transpor as linhas.
Amada seja à noite, é onde que, quase sempre, posso te encontrar, sem barreiras nem limites sonhos lúcidos, sim! Mas a manha seguinte é que percebo a magnitude do prazer sentido por vias as partes de uma onda cerebral. Da onde é que vem eu não sei, mas prossigo a sonhar.
Tanto te louvei, tanto aspirei viver em ti uma realização. Ô meu sonho perdido, o perdidismo é uma promessa ao âmago espiritual. Uma linha de desejo irei construir no sonho mais lúcido de todos lembrados, e por ti sempre pensarei em perder-me, para que possamos nos encontrar ao acaso.

terça-feira, 13 de abril de 2010

De tanto amor
a poesia brilha
d’uma forma tão intensa
que cega o olhar
de quem ousa fitá-la.

Vê-se as mais belas virtudes.

Escondem-se os defeitos.

O poeta é exagerado,
a poesia é exagerada.

Muito é melhor que pouco.

Melhor transbordar.

A poesia é quem manda.

Ela nos lê...

Encara-nos.

É poderosa.

Brilha, Minha poesia...
Ganha o mundo, vira arte.

Leva contigo um riso meu, de alegria
e estarei contigo por toda parte.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Mau sou eu...

Bons são aqueles leves,
Levam a vida como se deve,
Sem se preocupar com chegar ou partir.

Mau sou eu de cara fechada,
Pois fico pensando na estrada;
E no que pode acontecer.

Bons são os de espírito livre,
Aqueles que não ligam pra tolices;
E logo voltam a sorrir.

Mau sou eu a contra gosto
Pensando que a vida é um desgosto,
Querendo chegar em casa pra dormir.

Bons são eles, pois sempre
Andam com um Santo veemente
Que nunca tarda em proteger.

Mau sou eu de mau agouro,
Tudo pra mim vira transtorno;
E eu não consigo prosseguir.

Férias

Feridas feias do mundo têm nas suas faces facas de homem. Feriados felizes em casa têm nas suas façanhas foiçes de mulher. Fechados, os Fa...