Quero eliminar seus rastros de mim,
expurga-la.
Deixa minha'alma em paz!
E volta!
Volta pra onde você quiser,
que eu já não te quero mais.
Sai, sai logo!
Sai correndo se quiser!
Sai de perto!
Sai de certo!
Sai, e não volta jamais!
Esquece desse covarde,
que tu julga sugar mais um pouco.
Encontra logo outro peito!
P'ra abrigar e cravar tuas garras
frias,
afiadas,
enfiadas.
Tenha pressa e desaparece de mim,
como num passe de mágica,
um estalar de dedos,
um piscar de olhos,
tu que escolhe,
Sua Saudade maldita.
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Dom Juan filosófia.
A conquista sempre seduz!
Enfeita um pouco,
maqueia um tanto,
disfarça aqui,
e um pouco aculá,
aprisiona ensimesmada,
o que é de ruim se perceber.
Mas coloca como delicia, e de um sabor requintado,
toda prosa, num ritmo
mais envolvimente, mais sultil,
mas sentiu, não sê de todo inocente.
A Pá que colhe quieta
palavras de Arquejo.
De susurro e de desejo,
que traça os caminhos,
na sua simbologia distinta,.
estragada de volição.
E busca qualquer traço,
corriqueiro, ou não,
de uma ponta esquecida,
de uma inquieta e escondida paixão.
Contida, contigo,
ali guardada,
na fluência da paz,
de um grande amor como todos,
imperfeito.
Enfeita um pouco,
maqueia um tanto,
disfarça aqui,
e um pouco aculá,
aprisiona ensimesmada,
o que é de ruim se perceber.
Mas coloca como delicia, e de um sabor requintado,
toda prosa, num ritmo
mais envolvimente, mais sultil,
mas sentiu, não sê de todo inocente.
A Pá que colhe quieta
palavras de Arquejo.
De susurro e de desejo,
que traça os caminhos,
na sua simbologia distinta,.
estragada de volição.
E busca qualquer traço,
corriqueiro, ou não,
de uma ponta esquecida,
de uma inquieta e escondida paixão.
Contida, contigo,
ali guardada,
na fluência da paz,
de um grande amor como todos,
imperfeito.
domingo, 11 de abril de 2010
Lembranças de outrora,
códigos infantis.
Fantasias adultas.
Inspira-me,
hoje.
Certo ou errado;
Virtudes e atitudes;
Religião;
Um Chico que canta poesia;
E as entrelinhas...
Ah...as entrelinhas!
O que ninguém ousa falar.
Quase posso ouvi-la ou tocá-la.
Uma Desconhecida Conhecida,
despindo sua alma.
Um Desconhecido Conhecido,
lendo-a
delicadamente,
como quem lê uma poesia, nua.
Não precisa bater.
Sem alarde.
Pode entrar.
A porta está aberta.
Use o código.
Até breve.
(Suzan Keila)
códigos infantis.
Fantasias adultas.
Inspira-me,
hoje.
Certo ou errado;
Virtudes e atitudes;
Religião;
Um Chico que canta poesia;
E as entrelinhas...
Ah...as entrelinhas!
O que ninguém ousa falar.
Quase posso ouvi-la ou tocá-la.
Uma Desconhecida Conhecida,
despindo sua alma.
Um Desconhecido Conhecido,
lendo-a
delicadamente,
como quem lê uma poesia, nua.
Não precisa bater.
Sem alarde.
Pode entrar.
A porta está aberta.
Use o código.
Até breve.
(Suzan Keila)
sábado, 10 de abril de 2010
Do amor e o tempo vivido.
Caminhavam lado a lado.
Mãos dadas, pela casualidade social.
Carregavam semblantes parecidos, sem muita expressão, sem muito vigor.
Tinham um ar de amantes longiquos, daqueles que depois de tanto tempo juntos conquistaram o valoroso silêncio consentido, que não incomoda a nenhum dos dois.
Andavam em passos largos, mas não rápidos, como se quisessem chegar ao seu destino depressa, mas sem que isso transparecesse como um desejo mútuo.
Imaginei como seriam ao chegar em casa, ao estarem a sós entre paredes, xícaras de porcelana e fotografias antigas na cabeceira da cama.
Será que ainda se olhavam enquanto falavam ao outro, ou conversavam como em uma repartição pública, mecanicamente falando e pegando pastas, arquivos, canetas - nesse caso, pegando o frango, passando o prato de arroz, procurando uma faca no jogo de talheres...
Penso se ao deitarem ainda trocavam confidências, como aquelas do começo, dos leves deslizes que cometemos no dia a dia e fazem a gente se sentir como transgressores da ordem, e que contamos como quem roubou um banco, ou desencadeou uma guerra interestadual. Aquelas conversas da noite, na cama, como quem entrega todos os troféis ganhos no dia para a pessoa amada...
Não, seus olhares que não se cruzaram durante toda a caminhada me dizem que não.
Olhavam tudo e todos.
Reclamavam para si mesmos do calor.
Em nenhum momento dirigiram o olhar, a fala ou um suspiro ao outro.
Talvez, de noite na cama, sintam desassossego ao simples toque do calcanhar de um ao encostar na batata da perna do outro, ou em qualquer dedo do pé.
Tinham um ar de quem já amou demais.
Estavam cansados, já haviam amado demais.
Era muito peso ainda ter que amar, e ao mesmo tempo ter paredes, xícaras de porcelana, fotografias antigas na cabeceira, ter frango, arroz, facas e calcanhares...
Era como se o amor tivesse acompanhado os grãos de areia de uma ampulheta, e eles tivessem esquecido de virá-la de novo; ou, simplesmente, por desleixo ou desejo secreto, perderam a ampulheta por algum canto da casa ou do jardim. E, como percebe-se, não tinham mais ânimo algum de procurar. Já haviam amado demais...
Eles não andavam rápido, mas tinham pressa.
Algo edificado durante todos esse anos - algo construído entre a compra da porcelana e a perda da ampulheta -, que não o amor, fazia com que não corressem, com que não soltassem as mãos.
Por respeito, costume ou medo não andavam rápido, mas tinham pressa.
Tinham pressa, queriam chegar logo - acho que não importava aonde, que nem sabiam pra onde iam... Simplesmente iam.
Iam com pressa...
Já amaram demais...
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Eira, beira e tribeira.
Minha casa,
minha cara.
Sou pobre de eira.
Minha casa é sem beira.
Meu palácio,
herdei de nobres.
Sou rico de eira, beira e tribeira.
São as minhas maiores posses.
E cabe a alguém explicar,
quiçá um entendedor.
O que percorre as entrelinhas?
Que entranha-se sorrateiramente
no cimento?
E ninguém vê?
Eis a Eira da sabedoria;
A Beira do desassossego;
E a Tribeira da alma.
Essa, última,
é do rico, é do pobre.
É nobreza de espírito,
não há como herdar.
Minha casa,
minha cara.
Sou pobre de eira.
Minha casa é sem beira.
Meu palácio,
herdei de nobres.
Sou rico de eira, beira e tribeira.
São as minhas maiores posses.
E cabe a alguém explicar,
quiçá um entendedor.
O que percorre as entrelinhas?
Que entranha-se sorrateiramente
no cimento?
E ninguém vê?
Eis a Eira da sabedoria;
A Beira do desassossego;
E a Tribeira da alma.
Essa, última,
é do rico, é do pobre.
É nobreza de espírito,
não há como herdar.
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Quase febril,
Fervilha o meu corpo,
Transpira sultilmente o desejo de amar;
Desejo longo, quase senil.
Desejo torto,
Encaro-o e o deixo passar.
Porém,
Já em contante ebulição,
Meu corpo
Censura a alma em busca de prazer.
Derreto-me, como se estivesse em suas mãos;
Domo você.
Acordo excitado...
Mas pela calma de uma noite solitária,
Meu corpo tende a ceder,
Febril.
Fervilha o meu corpo,
Transpira sultilmente o desejo de amar;
Desejo longo, quase senil.
Desejo torto,
Encaro-o e o deixo passar.
Porém,
Já em contante ebulição,
Meu corpo
Censura a alma em busca de prazer.
Derreto-me, como se estivesse em suas mãos;
Domo você.
Acordo excitado...
Mas pela calma de uma noite solitária,
Meu corpo tende a ceder,
Febril.
sexta-feira, 2 de abril de 2010
A Poetisa do amor
Intensidade é o seu sobrenome.
Fantasia é o nome do meio.
Deram-lhe papel e caneta e
tudo virou poesia.
Um acontecimento cotidiano e
um motivo p’ra poetar.
Ela achou que tinha asas.
Sensibilidade faz voar?
Faz cair, faz chorar...
Acho que não.
Só sabe falar de amor.
Tudo gira em torno dele.
Coração aberto ou apertado,
ousa tocar no mesmo assunto.
Tentou voar, mas caiu.
Sensibilidade não faz voar.
Cortaram-lhe as asas ou
eram de cetim.
Mesmo que por um instante,
de cetim, que fossem...
Olhos fechados.
Sensibilidade faz chorar.
E dói.
É de matar.
Intensidade é o seu sobrenome.
Fantasia é o nome do meio.
Deram-lhe papel e caneta e
tudo virou poesia.
Um acontecimento cotidiano e
um motivo p’ra poetar.
Ela achou que tinha asas.
Sensibilidade faz voar?
Faz cair, faz chorar...
Acho que não.
Só sabe falar de amor.
Tudo gira em torno dele.
Coração aberto ou apertado,
ousa tocar no mesmo assunto.
Tentou voar, mas caiu.
Sensibilidade não faz voar.
Cortaram-lhe as asas ou
eram de cetim.
Mesmo que por um instante,
de cetim, que fossem...
Olhos fechados.
Sensibilidade faz chorar.
E dói.
É de matar.
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Literal
Sim, meu amor
Sou literal
Falo literal
Escrevo literal
Minhas palavras
São o meu eu
O Sonho
O Ideal
A Verdade
A Realidade
Escrevo e mostro
Minha história todos os dias
Escrevo, pois esta
É a única saída
Para um Eu
Que não cabe em mim
Por completo
E então salta
Para pingar de tinta o meu papel.
Sou literal
Falo literal
Escrevo literal
Minhas palavras
São o meu eu
O Sonho
O Ideal
A Verdade
A Realidade
Escrevo e mostro
Minha história todos os dias
Escrevo, pois esta
É a única saída
Para um Eu
Que não cabe em mim
Por completo
E então salta
Para pingar de tinta o meu papel.
Qual é seu nome?
Namore
Mesmo que não tenha sido este
O nome empregado
Pois não é falar
É sentir
Se enamore
E então, namore
Mesmo que este
Não seja ainda o seu nome.
Mesmo que não tenha sido este
O nome empregado
Pois não é falar
É sentir
Se enamore
E então, namore
Mesmo que este
Não seja ainda o seu nome.
quarta-feira, 31 de março de 2010
Minha esperança está na poesia.
Se todos fossem puros de coração,
a poesia ganharia vida.
Como nos contos infantis.
Bastaria escrever
p’ra acontecer.
Falta amor?
Aí vai ele:
A M O R
Pronto.
Ganhou vida, saltitou por aí...
Não falta mais nada.
Desenharam o bastante.
Só o amor.
O amor faz
um filho
uma feira
uma faculdade
O amor faz
Ler e escrever
Dançar e tocar
Ouvir e falar
O amor faz poesia,
a poesia é amor.
Tudo é amor.
O resto é besteira.
Se todos fossem puros de coração,
a poesia ganharia vida.
Como nos contos infantis.
Bastaria escrever
p’ra acontecer.
Falta amor?
Aí vai ele:
A M O R
Pronto.
Ganhou vida, saltitou por aí...
Não falta mais nada.
Desenharam o bastante.
Só o amor.
O amor faz
um filho
uma feira
uma faculdade
O amor faz
Ler e escrever
Dançar e tocar
Ouvir e falar
O amor faz poesia,
a poesia é amor.
Tudo é amor.
O resto é besteira.
terça-feira, 30 de março de 2010
Abandonei minha poesia.
Poderia tê-la guardado.
Uma caixinha?
Algo de bom 'grado!
Um lugar onde pudesse revê-la.
Nua, como minha'lma.
Não o fiz.
Larguei-a.
Deixei- a na sarjeta
dos meus sentimentos.
Em um lugar qualquer...
Padecia minha poesia.
Longe dos meus olhos,
enrubescendo-me a face.
Ainda é cedo.
E encantadora, és minha poesia.
Não guarda rancor,
nem hipocrisia.
Ainda sinto o teu cheiro,
de onde está bem guardada.
Cheiro de letras tristes e enamoradas.
Aguardo tua volta,
Minha Poesia Encantada.
Poderia tê-la guardado.
Uma caixinha?
Algo de bom 'grado!
Um lugar onde pudesse revê-la.
Nua, como minha'lma.
Não o fiz.
Larguei-a.
Deixei- a na sarjeta
dos meus sentimentos.
Em um lugar qualquer...
Padecia minha poesia.
Longe dos meus olhos,
enrubescendo-me a face.
Ainda é cedo.
E encantadora, és minha poesia.
Não guarda rancor,
nem hipocrisia.
Ainda sinto o teu cheiro,
de onde está bem guardada.
Cheiro de letras tristes e enamoradas.
Aguardo tua volta,
Minha Poesia Encantada.
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Férias
Feridas feias do mundo têm nas suas faces facas de homem. Feriados felizes em casa têm nas suas façanhas foiçes de mulher. Fechados, os Fa...